Drª Wilsa
Médica de Longevidade & Prevenção
Fundadora @santi_clinic
Viver mais com saúde e independência
Algarve•Porto
Parcerias•Midia•Podcasts
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A longevidade não começa num tratamento de milhares de euros. Começa muito antes disso. Nas decisões que repetimos todos os dias.
•Mexer o corpo e caminhar.
•Expor-te à luz natural de manhã e respeitar o teu ritmo circadiano.
•Preservar força, equilíbrio e mobilidade.
•Cultivar relações que te fazem bem.
•Criar momentos de pausa e cuidar da tua saúde mental.
Tudo isto parece simples e é precisamente esse o ponto.
Não precisamos de transformar a saúde numa coisa complicada para começar a cuidar dela.
A evidência científica tem associado a atividade física regular, a preservação da capacidade funcional, relações sociais saudáveis e hábitos que favorecem o sono e a gestão do stress a melhores resultados de saúde e longevidade.
E estas 5 coisas têm algo em comum: custam ZERO euros.
A medicina da longevidade pode utilizar tecnologia, exames e estratégias cada vez mais avançadas. Mas nenhuma tecnologia substitui os fundamentos.
Começa pelo que podes fazer hoje.
Qual destas 5 já faz parte da tua rotina?
Referências:
Holt-Lunstad J, et al. PLoS Med. 2010. DOI: 10.1371/journal.pmed.1000316
Ekelund U, et al. BMJ. 2019. DOI: 10.1136/bmj.l4570
Stamatakis E, et al. Br J Sports Med. 2022. DOI: 10.1136/bjsports-2022-105669
As tuas análises podem estar “normais” e tu não te sentires bem.
E isto não é uma contradição.
Os intervalos de referência laboratoriais são ferramentas fundamentais, mas representam, de forma geral, a distribuição dos resultados observados numa população de referência. Não significam, por si só, que aquele valor seja necessariamente o ideal para cada pessoa, nem substituem a avaliação do contexto clínico, dos sintomas e da evolução individual.
Por isso, quando alguém me diz:
“Doutora, as minhas análises estão todas normais, mas eu continuo exausta…”
eu não ignoro a forma como essa pessoa se sente.
Sono. Energia. Força. Composição corporal. Saúde hormonal. Alimentação. Capacidade física. Sintomas. Evolução ao longo do tempo.
Tudo isto também faz parte da avaliação da saúde.
E quando falamos de longevidade, o objetivo não é simplesmente chegar a uma determinada idade.
A própria Organização Mundial da Saúde define envelhecimento saudável em torno da manutenção da capacidade funcional que permite bem-estar em idades mais avançadas.
Ou seja: não queremos apenas acrescentar anos à vida.
Queremos preservar aquilo que nos permite continuar a vivê-la: mobilidade, capacidade física, independência e autonomia.
Por isso, uma análise de sangue é uma fotografia importante.
Mas tu és muito mais do que os números que aparecem nessa fotografia.
Há quanto tempo não te sentes verdadeiramente bem mesmo com análises aparentemente “normais”?
Referências científicas:
Jones GRD et al. Distinguishing reference intervals and clinical decision limits – A review by the IFCC Committee on Reference Intervals and Decision Limits. Clin Chim Acta. 2018;484:1–9. PMID: 30047297.
World Health Organization. Healthy ageing and functional ability. WHO, 2020.
Eu sou médica e quero ver essas pessoas que caminham todos os dias… AOS 70 ANOS!
Quando continuarem a subir escadas sem perder o fôlego, a explorar o mundo, a fazer amigos e a viver com autonomia.
Porque caminhar não é apenas contar passos. É cuidar do coração, preservar a capacidade física, reduzir o risco de doenças crónicas e investir na saúde mental.
E o melhor? Não precisas de caminhar 15 quilómetros para começar a colher benefícios.
A longevidade constrói-se com aquilo que fazes todos os dias.
Agora conta-me: já fazes parte de um grupo de caminhadas ou estás à espera de começar?
Partilha este vídeo no teu grupo de caminhadas e identifica aquela pessoa que nunca falha uma!
Eu sou médica e quero ver esta malta do HYROX daqui a 30 anos!
Hoje correm, empurram trenós, fazem burpees e ainda pagam para sofrer.
Mas o verdadeiro prémio pode estar muito para além da linha da meta.
Força muscular para manter a autonomia.
Capacidade cardiorrespiratória para continuar a viver sem perder o fôlego.
Resistência para acompanhar os filhos, brincar com os netos e aproveitar a vida.
A ciência mostra que combinar treino de força com exercício aeróbio está associado a benefícios importantes para a saúde e a longevidade.
O objetivo não é apenas chegar aos 70 anos. É chegar lá com força, resistência e independência!
E tu, és da equipa HYROX ou CrossFit?
Partilha com aquela pessoa que está sempre a treinar para a próxima competição!
Referência científica:
López-Bueno et al. (2023), JAMA Internal Medicine.
Estudo com 500705 adultos que encontrou uma associação entre a combinação de atividade aeróbia e treino de força e menor risco de mortalidade.
DOI: 10.1001/jamainternmed.2023.3093
Eu sou médica. E a primeira vez que ouvi falar sobre menopausa foi na universidade.
Não foi em casa. Não foi com a minha mãe. Não foi com as mulheres da minha família.
Em muitas famílias africanas, falar sobre menstruação, sexualidade, parto ou menopausa continua a ser um tabu.
Durante muito tempo, acreditei que precisávamos simplesmente de quebrar esse silêncio.
De falar mais com as nossas mães, com as nossas filhas e com as nossas netas.
Mas ontem, depois da minha palestra sobre a menopausa na mulher africana, uma mulher disse-me algo que mudou a minha perspetiva:
“A minha mãe morreu aos 42 anos.”
E naquele momento percebi que nem todo o silêncio é cultural.
Algumas das nossas mães não tiveram a oportunidade de envelhecer. Não chegaram à menopausa. Não tiveram tempo de viver essa experiência e de a partilhar connosco.
Hoje, muitas de nós temos a possibilidade de viver mais anos, com mais acesso à informação, à educação e aos cuidados de saúde.
E isso é um privilégio que também traz uma responsabilidade: fazer com que esse conhecimento chegue às mulheres que ainda não têm acesso a ele.
Ontem, recordei também uma frase que a minha mãe me ensinou:
“O homem é a cabeça. A mulher é o pescoço.”
Experimentem mexer a cabeça sem o pescoço.
Durante gerações, muitas mulheres foram o suporte das suas famílias, mesmo quando ninguém lhes perguntava como estavam.
Mas uma mulher não pode ser apenas aquela que cuida de todos. Também precisa de ser cuidada.
A sua saúde, o seu bem-estar e a sua longevidade importam por si só.
E é por isso que vou continuar a comunicar saúde. A falar sobre os temas que durante demasiado tempo ficaram em silêncio.
Porque a informação pode transformar vidas. E nenhuma mulher deve atravessar a menopausa sem compreender o que está a acontecer ao seu corpo.
Agora quero ouvir-te: na tua família, falava-se abertamente sobre menopausa? Ou também cresceste rodeada de silêncio?
Partilha este vídeo com as tuas amigas africanas e segue esta página.
Aqui falamos sobre prevenção, saúde e longevidade, sem filtros. 🤍
Eu sou médica e como é que ninguém está a falar mais sobre esta vitamina?
É acessível, essencial e faz muito mais do que imaginas!
1- Saúde da mulher: Em combinação com a vitamina E, apresentou resultados promissores na redução da dor associada à endometriose, embora a evidência ainda seja inconclusiva.
2- Colagénio: Essencial para a pele, os vasos sanguíneos e a cicatrização.
3- Ferro: Melhora a absorção do ferro, especialmente relevante para mulheres com menstruações abundantes.
4- Energia: Participa na produção de carnitina e de determinados neurotransmissores.
5- Proteção celular: Atua como antioxidante e ajuda a regenerar a vitamina E.
E sabes qual é o segredo? O teu organismo não consegue produzir esta vitamina!
Estou a falar da VITAMINA C!
Não precisas de megadoses, mas de garantir uma ingestão adequada.
Qual destes benefícios te surpreendeu mais?
Referências: NIH – Vitamin C Fact Sheet | DOI: 10.1371/journal.pone.0301867
Eu sou médica… e quero ver onde é que estas mulheres do Pilates vão parar!
Sempre com a roupinha impecável, o tapetinho debaixo do braço e uma aula que não pode ser perdida por nada deste mundo.
Mas há uma coisa que talvez ainda não tenham percebido: estas mulheres estão a treinar para a vida que querem ter aos 70, 80 e 90 anos.
Para continuarem a levantar-se do chão, subir escadas, brincar com os netos e viver com independência.
O Pilates pode contribuir para melhorar a força muscular, o equilíbrio, a flexibilidade e a mobilidade capacidades fundamentais para um envelhecimento saudável.
Porque a verdadeira longevidade não é apenas viver mais anos. É continuar a ter liberdade para fazer aquilo de que gostamos.
E não, não é preciso sair de um treino encharcada em suor para ter benefícios!
Agora quero saber: és da equipa Pilates ou és daquelas que ainda gozam com as amigas do tapetinho?
Identifica aquela amiga que nunca falta a uma aula!
Segue para mais conteúdos sobre prevenção, saúde e longevidade.
EU SOU MÉDICA E TENHO DE TE DIZER:
POUCO S**O ENGORDA?
Não é pelas calorias que deixas de queimar.
É pelo que pode estar a acontecer ao teu sono, ao stress e à regulação do apetite.
A ciência mostra-nos que:
1. Stress e gordura abdominal
O stress crónico e a exposição prolongada ao cortisol podem contribuir para a acumulação de gordura visceral.
2. Sono e apetite
Um estudo publicado nos Annals of Internal Medicine demonstrou que a restrição do sono pode reduzir a leptina, aumentar a grelina e intensificar a sensação de fome.
Spiegel et al. (2004).
DOI: https://doi.org/10.7326/0003-4819-141-11-200412070-00008
3. Intimidade e qualidade do sono
A atividade sexual, especialmente quando acompanhada de orgasmo, tem sido associada a uma melhor qualidade subjetiva do sono e a um menor tempo para adormecer.
Oesterling et al. (2023).
DOI: https://doi.org/10.1111/jsr.13814
Mas atenção: isto não significa que fazer pouco s**o cause obesidade.
A relação entre intimidade e metabolismo é complexa e não permite estabelecer uma relação direta de causa e efeito.
O metabolismo não responde apenas ao que comemos. Responde também ao que vivemos.
A longevidade não se constrói apenas no ginásio ou à mesa. Constrói-se também na qualidade do sono, na gestão do stress e nas nossas relações.
Já tinhas pensado na relação entre intimidade, sono e metabolismo? Conta-me nos comentários.
Eu sou médica e estes são 5 exames que todo o homem que treina deve conhecer.
Treinar é fantástico. Mas ter músculos não significa que todos os teus indicadores de saúde estejam excelentes.
A ApoB, a testosterona total com SHBG, a HbA1c, o estudo do ferro e o VO₂max podem fornecer informações importantes sobre a tua saúde cardiovascular, metabólica, hormonal e capacidade física.
E há um dado científico particularmente interessante: uma revisão publicada em 2024, que reuniu 199 estudos de coorte, encontrou uma associação consistente entre maior aptidão cardiorrespiratória e menor risco de mortalidade.
Treinar é cuidar do corpo. Conhecer os teus indicadores é acrescentar informação à tua prevenção.
Nem todos estes exames são necessários para todas as pessoas. A avaliação deve ser individualizada, tendo em conta a idade, os sintomas, os antecedentes e os fatores de risco.
Agora quero saber: já fizeste algum destes 5 exames? Qual deles? Conta-me nos comentários!
Guarda este vídeo para a tua próxima consulta e partilha com os teus companheiros de treino.
Referências científicas | DOI
ApoB e risco cardiovascular: DOI: 10.1016/j.jacl.2024.08.013
Testosterona e SHBG: DOI: 10.1210/jc.2018-00229
HbA1c e saúde metabólica: DOI: 10.2337/dc26-S002
Deficiência de ferro e desempenho físico: DOI: 10.3390/jcm10071336
VO₂max e longevidade: DOI: 10.1136/bjsports-2023-107849
Referências para aprofundamento científico. A indicação dos exames deve ser individualizada.
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