Dr. Daniel Setta

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Cardiologista

Photos from Dr. Daniel Setta's post 01/08/2026

Na última sexta-feira, tive o prazer de participar do Curso de Hemodinâmica do Hospital Universitário Pedro Ernesto, discutindo um tema sempre desafiador e atual: as síndromes coronárias agudas.

Uma grande satisfação compartilhar conhecimento, rever amigos e contribuir para a formação de novos cardiologistas.

Obrigado pelo convite!

01/07/2026

Compartilhar conhecimento é uma das formas mais gratificantes de contribuir para uma medicina de excelência.

Ontem tive a oportunidade de ministrar uma aula sobre antiagregação plaquetária, abordando a avaliação do risco isquêmico e hemorrágico e a seleção da estratégia antitrombótica mais adequada para cada paciente. Foi uma excelente oportunidade de discutir a aplicação prática das evidências científicas com os residentes e médicos da emergência do Hospital Procardíaco.

Agradeço à pelo convite e pela confiança, e ao restaurante Entre Amigo pela excelente recepção e, principalmente, a todos os colegas que participaram do encontro, tornando a discussão tão rica e produtiva.

A atualização contínua e a troca de experiências são fundamentais para oferecer um atendimento cada vez mais seguro e baseado nas melhores evidências.

Photos from Dr. Daniel Setta's post 29/06/2026

Medicamentos para TDAH e o coração: existe risco cardiovascular?

O diagnóstico de TDAH em adultos tem se tornado cada vez mais frequente e, com ele, cresce também o uso de medicamentos como Ritalina® (metilfenidato), Concerta®, Venvanse® (lisdexanfetamina) e atomoxetina.

Esses medicamentos são eficazes e, na grande maioria dos pacientes, apresentam um bom perfil de segurança.

Entretanto, eles podem provocar um discreto aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca. Em pessoas saudáveis, essas alterações costumam ter pouca repercussão clínica.

A atenção deve ser maior em pacientes com hipertensão arterial, arritmias, cardiomiopatias, doença coronariana ou outras cardiopatias estruturais. Nesses casos, a avaliação cardiovascular antes do início do tratamento pode ser importante.

O objetivo não é gerar medo ou impedir o tratamento do TDAH, mas garantir que ele seja realizado com segurança e de forma individualizada.

Cuidar da saúde mental e da saúde cardiovascular faz parte da mesma estratégia de promoção da saúde.

👉 Salve este post para consultar quando precisar e compartilhe com quem faz uso dessas medicações.






Metilfenidato
Lisdexanfetamina
Atomoxetina
SaudeCardiovascular
Hipertensao
Arritmias
PrevencaoCardiovascular
Cardiologista
DrDanielSetta
MedicinaBaseadaEmEvidencias
SaudeDoCoracao
CardiologiaPreventiva
Psiquiatria
Neurologia
VidaSaudavel

29/06/2026

TDAH, estimulantes e o coração

Cada vez mais adultos têm recebido o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e iniciado tratamento com medicamentos como Ritalina® (metilfenidato), Concerta®, Venvanse® (lisdexanfetamina) e, em alguns casos, atomoxetina.

Essas medicações são eficazes e seguras quando bem indicadas, mas merecem atenção do ponto de vista cardiovascular.

Elas podem aumentar discretamente a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Na maioria das pessoas saudáveis, isso não representa um risco importante.

Mas em pacientes com hipertensão arterial, arritmias, cardiomiopatias, doença coronariana ou outras cardiopatias estabelecidas, a avaliação deve ser individualizada.

Antes de iniciar o tratamento, é importante informar seu médico sobre qualquer doença cardíaca, palpitações, episódios de desmaio ou história familiar de morte súbita.

Em alguns casos, a realização de um eletrocardiograma e uma avaliação cardiológica podem ser recomendadas para garantir mais segurança.

Esses medicamentos não devem ser utilizados por conta própria. O diagnóstico correto e o acompanhamento médico são fundamentais para que o tratamento seja eficaz e seguro.






Concerta
Metilfenidato
Lisdexanfetamina
Arritmias
Hipertensao
Cardiologista
PrevencaoCardiovascular
DrDanielSetta
MedicinaBaseadaEmEvidencias
SaudeDoCoracao

28/06/2026

Antipsicóticos e o coração
Os antipsicóticos são medicamentos fundamentais no tratamento de diversas doenças psiquiátricas e, quando bem indicados, seus benefícios costumam superar os riscos.
Mas eles também merecem atenção do ponto de vista cardiovascular.
Alguns antipsicóticos podem alterar a condução elétrica do coração, prolongando o intervalo QT no eletrocardiograma e aumentando a predisposição a arritmias potencialmente graves, especialmente em pacientes suscetíveis.
Além disso, alguns podem favorecer ganho de peso, diabetes e alterações do colesterol, aumentando o risco cardiovascular ao longo do tempo.
O risco é maior em pacientes com doença cardíaca prévia, história de arritmias, alterações dos eletrólitos ou uso de outros medicamentos que também prolongam o intervalo QT.
Por isso, antes de iniciar o tratamento — e durante o acompanhamento, quando indicado — é importante realizar um eletrocardiograma e discutir esses riscos com seu cardiologista e seu psiquiatra.
Cuidar da saúde mental e da saúde do coração deve caminhar lado a lado.

 
 
 
 
Eletrocardiograma

24/06/2026

Corticoides e o coração

Os corticoides estão entre os medicamentos mais importantes da medicina moderna. Eles salvam vidas e são fundamentais no tratamento de doenças inflamatórias, alérgicas, reumatológicas e autoimunes.

O problema geralmente não está no uso por poucos dias.

A preocupação surge principalmente com o uso prolongado e repetido.

Os corticoides podem elevar a pressão arterial, aumentar a glicose no sangue, favorecer o ganho de peso e provocar alterações no colesterol.

Ao longo do tempo, essas alterações podem contribuir para um aumento do risco cardiovascular.

O risco é ainda maior em idosos, hipertensos, diabéticos, obesos e pacientes com doença cardiovascular prévia.

Isso não significa que o corticoide deva ser evitado quando existe indicação médica.

Significa apenas que seu uso deve ser acompanhado, monitorando pressão arterial, peso, glicemia e perfil lipídico.

O problema não é o corticoide. O problema é esquecer que ele também pode ter consequências cardiovasculares.






InsuficienciaCardiaca
Corticoides
Corticoide
SaudeDoCoracao
Cardiologista
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CardiologiaPreventiva
MedicinaBaseadaEmEvidencias
EmergenciaCardiologica
LongevidadeComSaude

21/06/2026

Anti-inflamatórios e o coração

Os anti-inflamatórios estão entre os medicamentos mais utilizados no mundo, mas não são isentos de riscos.

Eles podem aumentar a pressão arterial, provocar retenção de líquidos e descompensar doenças cardiovasculares já existentes.

O risco é maior em idosos, hipertensos, pacientes com insuficiência cardíaca, doença renal crônica e em quem já sofreu infarto ou AVC.

Por isso, o uso deve ser feito na menor dose possível e pelo menor tempo necessário, idealmente não ultrapassando 3 a 5 dias sem orientação médica.

Entre os anti-inflamatórios tradicionais, o naproxeno costuma apresentar um perfil cardiovascular mais favorável, mas nenhum deles é completamente livre de riscos.

Automedicação não é uma boa estratégia quando o assunto é saúde cardiovascular.






Hipertensao
InsuficienciaCardiaca
DoencaRenalCronica
Antiinflamatorios
SaudeDoCoracao
Cardiologista
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CardiologiaPreventiva
MedicinaBaseadaEmEvidencias
EmergenciaCardiologica

Photos from Dr. Daniel Setta's post 13/06/2026

Vacinação também é prevenção cardiovascular.

Foi uma satisfação participar de mais um evento discutindo o impacto da vacinação na saúde do coração.

Além de prevenir infecções, vacinas contra influenza, pneumococo e herpes-zóster têm sido associadas à redução de desfechos cardiovasculares importantes, como infarto, AVC e descompensação da insuficiência cardíaca.

Trata-se de uma estratégia de baixo custo, segura e com potencial de grande impacto populacional, mas que ainda é frequentemente negligenciada.

Em tempos de desinformação, vale reforçar: a prevenção baseada em evidências continua sendo uma das ferramentas mais poderosas da medicina.

Cuidar do coração também passa pela vacinação.

HerpesZoster Infarto AVC

12/06/2026

Um idoso pode fazer cirurgia cardíaca?

Sim.

A idade, por si só, não é uma contraindicação para cirurgia cardíaca.

Hoje, mesmo pacientes com mais de 80 anos podem ser submetidos com sucesso a procedimentos complexos, desde que sejam cuidadosamente avaliados.

Mais importante do que a idade cronológica é avaliar a fragilidade, a autonomia, a capacidade funcional e a presença de outras doenças.

Além disso, a cardiologia moderna oferece alternativas menos invasivas para muitos pacientes.

Procedimentos como o TAVI para a válvula aórtica, o MitraClip para a válvula mitral e angioplastias coronarianas complexas, incluindo o tratamento do tronco da coronária esquerda, ampliaram significativamente as opções terapêuticas para a população idosa.

Por isso, a escolha do tratamento deve ser sempre individualizada.

O objetivo é oferecer o maior benefício possível com o menor risco para cada paciente. CoronariaEsquerda SaudeDoIdoso Cardiologia Longevidade EnvelhecimentoSaudav

11/06/2026

Fibrilação atrial no idoso

A fibrilação atrial é a arritmia mais comum da população idosa e pode aumentar em até cinco vezes o risco de AVC.

O problema é que muitas vezes ela não causa sintomas e pode passar despercebida por anos.

Quando diagnosticada, muitos pacientes precisam utilizar anticoagulantes para reduzir o risco de formação de coágulos e AVC.

Mas esses medicamentos também aumentam o risco de sangramentos.

Por isso, a decisão de anticoagular deve sempre equilibrar os benefícios da prevenção do AVC com os riscos de sangramento, de forma individualizada.

O diagnóstico precoce é fundamental.

Porque, em alguns pacientes, o primeiro sinal da fibrilação atrial pode ser justamente um AVC. Anticoagulacao Cardiologia

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