Fernanda Philadelpho
Médica Radiologista especialista em Mama
No video de hoje, você vê dois laudos de biópsia e duas imagens de mamografia. À primeira vista, o diagnóstico é igual: Carcinoma Ductal In Situ.
O carcinoma “in situ” é aquele que ainda está restrito ao ducto mamário. Ele não tem o poder de invadir outros órgãos, o que é uma excelente notícia.
No entanto, o CDIS tem uma característica: ele costuma se espalhar “por dentro” dos canais de leite na forma de microcalcificações.
É nesse momento que o tamanho muda completamente a conduta.
Veja este caso →
Quanto mais cedo descobrimos, menor é a cirurgia e maior é a tranquilidade. Seus exames de imagem estão em dia?
O dia em que o resultado da biópsia confirma o câncer de mama é, sem dúvida, um dos mais difíceis na vida de uma mulher. O chão parece sumir e a mente se enche de dúvidas.
Mas o meu papel aqui é te dar um norte. O diagnóstico não é o fim: é o ponto de partida de um plano muito bem estruturado pela ciência.
Os próximos passos após o diagnóstico são:
• Definir o “subtipo” do tumor: Através do exame de imunohistoquímica, descobrimos as características biológicas do câncer para saber exatamente qual tratamento vai funcionar melhor para ele.
• Fazer o estadiamento: Exames complementares de imagem para avaliar o tamanho exato do nódulo e garantir que a doença está contida apenas na mama.
• Desenhar a estratégia: Com o mapa completo em mãos, decidimos se o seu tratamento começará pela cirurgia (para retirar o tumor) ou pela quimioterapia neoadjuvante (para reduzi-lo antes de operar).
Não existe uma receita de bolo. Cada tratamento é desenhado sob medida para você. E o mais importante: você não precisa atravessar esse caminho sozinha.
Se você está vivendo esse momento ou tem alguém querido nessa jornada, comente aqui embaixo ou envie este post para quem precisa de um sopro de clareza hoje. 👇
10/08/2026
Na prática clínica, a ginecomastia é a alteração mais frequente da mama masculina e decorre da proliferação benigna do tecido glandular. Já o câncer de mama em homens, embora represente cerca de 1% de todos os casos de câncer de mama, tem implicações que vão muito além do diagnóstico individual.
Em muitos casos, ele pode ser o primeiro sinal de uma predisposição hereditária ao câncer, especialmente relacionada a variantes patogênicas em genes como BRCA2. Por isso, quando um homem recebe esse diagnóstico, a investigação não deve se limitar ao tratamento da doença: é fundamental ampliar o olhar para toda a família.
A correta interpretação dos achados de imagem é essencial para conduzir cada caso de forma adequada.
📌 Salve este post para revisar os principais diagnósticos diferenciais da mama masculina.
Explorar novos lugares é incrível, mas viver tudo isso ao lado de quem amamos torna a viagem ainda mais especial!
Entre aventuras, risadas e momentos inesquecíveis, o México foi cenário para dias cheios de diversão em família. Que venham muitas outras experiências, memórias e destinos para guardar no coração! ❤️🇲🇽
03/08/2026
“Amamentar realmente protege contra o câncer de mama?”
Sim, a ciência comprova: cada 12 meses acumulados de amamentação reduzem em cerca de 4,3% o risco de desenvolver a doença. Isso acontece porque a lactação amadurece as células mamárias e reduz a exposição do corpo ao estrogênio. Mas precisamos falar sobre a vida real.
Embora a recomendação oficial seja de 6 meses de aleitamento exclusivo, sabemos que a rotina, a falta de rede de apoio e os desafios físicos tornam essa meta difícil para a maioria das mães.
Como especialista mamária, o meu recado é: cada dia de amamentação é uma vitória. E se você não pôde amamentar, a prevenção não está perdida. O cuidado com a saúde envolve hábitos saudáveis, atividade física e, acima de tudo, manter seus exames de rotina em dia.
Amamentar protege, mas o acolhimento à mãe protege ainda mais.
Como foi a sua experiência com a amamentação por aí? 👇
31/07/2026
Existem “zonas proibidas” na ultrassonografia mamária?
Embora esse conceito não exista oficialmente na ultrassonografia, algumas regiões da mama merecem atenção redobrada durante a varredura por serem mais suscetíveis a passar despercebidas em um exame incompleto.
Neste caso, um pequeno nódulo foi identificado no sulco inframamário, reforçando um princípio essencial: uma ultrassonografia de qualidade deve abranger toda a mama até seus limites anatômicos, incluindo a periferia, o prolongamento axilar, a região retroareolar e o tecido retromamário.
Mais do que um bom equipamento, o diagnóstico depende de uma técnica sistemática e de saber onde procurar.
➡️ Deslize o carrossel e entenda por que esses “blind spots” merecem atenção especial na prática clínica.
22/07/2026
Doutora, meu pedido diz ‘Mamografia de Rastreio’, mas na recepção me fizeram mil perguntas. Tem diferença?”
Tem sim! E entender isso muda a forma como você responde àquele questionário na clínica:
• Mamografia de Rastreio: É o exame de rotina, feito quando você não sente nada, focado em prevenção.
• Mamografia Diagnóstica: É feita quando você já tem algum sintoma (nódulo, dor, secreção) ou precisa investigar uma dúvida anterior.
Por que o questionário importa tanto? Ele define como seu exame será feito. Se você tem um nódulo e não avisa, a técnica fará uma mamografia comum de rotina, perdendo a chance de fazer imagens focadas e detalhadas exatamente no ponto da sua queixa.
Além disso, contar se você tem prótese, cirurgias prévias ou histórico familiar ajuda o radiologista a dar um laudo preciso, evitando alarmismos e biópsias desnecessárias.
O sucesso da sua mamografia começa na caneta. Responda tudo com calma e verdade!
Você sabia que o questionário mudava tanto o exame? Vamos conversar nos comentários! 👇
17/07/2026
Você já ouviu falar em cálculo de risco para câncer de mama?
Muitas mulheres acreditam que o histórico familiar é o único fator importante, mas a avaliação de risco envolve diversas informações sobre saúde, genética, histórico reprodutivo e características das mamas.
Hoje, ferramentas validadas internacionalmente permitem estimar o risco individual de forma muito mais precisa, ajudando médicos a definir estratégias de rastreamento e acompanhamento personalizadas.
Mais do que identificar quem tem maior risco, o objetivo é oferecer o cuidado certo para cada mulher, no momento certo.
Arraste para o lado e entenda como essa avaliação é feita.
15/07/2026
A evolução da cirurgia mamária não acontece apenas dentro do centro cirúrgico.
Avanços em imagem, planejamento e radiologia intervencionista têm transformado a jornada da paciente, tornando os procedimentos cada vez mais precisos e integrados.
O SCOUT® é um exemplo dessa evolução, reforçando o papel estratégico da radiologia mamária muito além do diagnóstico.
No carrossel, compartilho mais detalhes sobre essa tecnologia que vem ganhando espaço na prática clínica.
13/07/2026
Colegas médicos, nódulos hiperecoicos são tradicionalmente considerados benignos pelo léxico BI-RADS®, mas esse conceito tem exceções importantes.
Embora raros, entre 0,4% e 2% dos cânceres de mama podem se apresentar como lesões hiperecoicas.
Essa aparência pode ser explicada por mecanismos histológicos como infiltração da gordura peritumoral, intensa reação desmoplásica rica em colágeno, microcalcificações agrupadas e heterogeneidade interna decorrente de necrose tumoral. Entre os principais subtipos associados estão o Carcinoma Invasivo SOE e o Carcinoma Lobular Invasivo.
Por isso, a ecogenicidade isoladamente nunca deve afastar a suspeita de malignidade. A avaliação morfológica permanece soberana. Achados como orientação não paralela à pele, margens espiculadas ou microlobuladas, sombra acústica posterior e heterogeneidade interna devem motivar a classificação BI-RADS 4 e a indicação de biópsia.
Mais do que reconhecer padrões clássicos, a excelência diagnóstica está em identificar suas exceções.
Como você tem manejado os nódulos hiperecoicos na sua prática clínica? 👇
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