Heyde Francine Pinto Bana

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Photos from Heyde Francine Pinto Bana 's post 04/10/2026

Vitamina D para criança: até que idade precisa dar?

Essa é uma dúvida muito comum — e a resposta pode surpreender: a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é de suplementação de vitamina D do nascimento aos 18 anos, para crianças e adolescentes saudáveis. Essa orientação foi publicada em novembro de 2024.

Mas por que suplementar?

A maior parte da vitamina D é produzida pela pele a partir da exposição solar, e a alimentação, sozinha, geralmente não consegue fornecer o suficiente.

E um ponto importante: não é recomendado deixar a criança sem protetor solar com o objetivo de produzir vitamina D.

Para uma criança saudável, em geral, não é necessário fazer exame de vitamina D antes de iniciar a suplementação. A dose, porém, varia conforme a idade e as condições de saúde de cada criança.

Por isso, nada de aumentar a dose por conta própria. A orientação deve ser individualizada pelo pediatra que acompanha seu filho.

Salve este post para lembrar de levar essa pergunta para a próxima consulta.

Essa foi a primeira Dúvida de Domingo.
Domingo que vem tem outra. 😉

Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161

Photos from Heyde Francine Pinto Bana 's post 03/10/2026

Na terça-feira, falei sobre quando a perda de peso na infância merece investigação. Hoje, quero mostrar como essa investigação começa.

Neste guia, você vai encontrar:
• quando a perda de peso passa a ser relevante;
• por que estagnar o peso enquanto a criança continua crescendo também merece atenção;
• quais sintomas podem indicar que a avaliação precisa ser mais rápida;
• e, principalmente, o que o pediatra observa antes de pedir qualquer exame.

Porque nem toda mudança na balança significa doença. Estirão de crescimento, mudanças na rotina, alimentação e outros fatores podem explicar parte desses casos.

O mais importante é olhar para a criança inteira: a curva de crescimento, o ritmo dessa mudança, a alimentação, os sintomas e o contexto em que tudo aconteceu.

O objetivo não é assustar. É não deixar passar despercebido aquilo que merece ser investigado — e, quando necessário, entender a causa mais cedo pode tornar o caminho muito mais simples.

Salve este carrossel. É daqueles conteúdos que talvez você não precise hoje, mas pode querer encontrar quando surgir uma dúvida. 🌷

Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28488
RQE 1455 | 17161

29/09/2026
29/09/2026

Seu filho emagreceu demais?

Passei o mês inteiro falando sobre excesso de peso. E quero fechar o Setembro Laranja lembrando do outro lado da curva: quando o peso desce sem uma explicação.

Porque criança que perde peso sem que nada tenha mudado na rotina merece atenção.
E aquela que para de ganhar peso enquanto continua crescendo também.

Na infância, emagrecer nem sempre é motivo para comemorar. Às vezes, é um sinal que o corpo está dando — e que precisa ser investigado.

Pode ter relação com a tireóide, diabetes tipo 1, doença celíaca, alterações na absorção dos nutrientes… e, em alguns casos, até com questões emocionais ou mudanças na rotina.

O mais importante é entender o que está acontecendo, antes de simplesmente chamar de “emagrecimento”.

Porque, na infância, mais importante do que o número na balança é avaliar a história por trás da curva.

Na quinta-feira, vou falar sobre o que observamos durante essa investigação.

Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161

Photos from Heyde Francine Pinto Bana 's post 27/09/2026

Na terça, a conversa foi sobre tirar o peso da fala dentro de casa.

Hoje, vamos para a parte prática: o que dizer no lugar?

São quatro frases curtas.
Três para a mesa. Uma para a hora da balança.

Nenhuma fala sobre o corpo da criança.
Porque, quando o assunto é saúde, a conversa pode estar na alimentação, no movimento, na rotina e no cuidado — sem transformar o corpo em assunto o tempo todo.

Essa é também a orientação da Academia Americana de Pediatria: tirar o peso do centro da conversa e falar sobre hábitos e saúde de uma forma mais positiva e acolhedora.

Uma frase diferente já pode ser um começo.
E, se fizer sentido, mande para quem também senta à mesa com vocês.

Porque a mesa é de todo mundo. 🤗

Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
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22/09/2026

No Setembro Laranja, falar sobre obesidade infantil também é falar sobre como falamos sobre o corpo das crianças.

Peso não é nota de prova. E criança não precisa aprender a torcer para um número, sentir vergonha do próprio corpo ou acreditar que existe algo de errado com ela.

Cuidar é olhar para o crescimento, a alimentação, o sono, o movimento, a rotina e a saúde como um todo.

E a forma como falamos de tudo isso faz parte do cuidado. 🧡

Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
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20/09/2026

Fissura. Bomba de leite. Peso que não subia no início. Uma frase ouvida na maternidade que ficou guardada por anos.

Às vezes, algumas semanas de dificuldade na amamentação ocupam um espaço enorme na memória de uma mãe.

E eu gosto de começar essa conversa reconhecendo uma coisa importante: amamentar é, sim, um fator de proteção para a saúde da criança. O leite materno está associado a menor risco de obesidade e de algumas outras doenças ao longo da vida. É uma proteção importante — mas é apenas uma parte de uma história muito maior.

A curva de crescimento que vemos hoje foi construída também por tudo o que veio depois: alimentação, sono, movimento, vínculo, ambiente familiar, saúde emocional, condições de saúde e acompanhamento ao longo dos anos.

As primeiras semanas não apagam os anos seguintes.

E, principalmente: se você não conseguiu amamentar, isso não significa que você falhou com seu filho.

Seu filho comeu, dormiu, cresceu, brincou, adoeceu, se recuperou, foi cuidado e amado em todos esses anos.

A história dele não cabe apenas em como foram as primeiras semanas.

Se existe uma dúvida sobre o crescimento ou a saúde do seu filho, ela pode chegar aqui inteira. Sem culpa.🤍

Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161

Photos from Heyde Francine Pinto Bana 's post 19/09/2026

Quando começa a introdução alimentar, uma das primeiras perguntas que chega por aqui é: “Mas qual é o cardápio?”

A gente quer fazer tudo certo. Mas, quando falamos em prevenção da obesidade infantil, talvez o mais importante não seja encontrar a lista perfeita de alimentos.

É construir, aos poucos, uma relação tranquila e positiva com a comida.

Os primeiros meses são uma oportunidade importante para apresentar diferentes sabores, texturas e alimentos. E isso acontece com repetição, paciência e sem transformar cada refeição em uma batalha.

Neste guia, eu explico quando começar segundo a SBP e a OMS, por que essa fase é tão importante para a formação do paladar, como a repetição favorece a aceitação de novos alimentos e o que não precisa fazer parte da alimentação do bebê — incluindo o açúcar, que deve ficar de fora antes dos 2 anos.

E tem uma coisa que eu gostaria que toda família lembrasse: você não precisa fazer tudo perfeito. Não precisa de receitas elaboradas todos os dias. Não recisa transformar cada refeição em uma prova.

Precisa oferecer, repetir, variar e, principalmente, construir esse caminho junto com a criança.

Porque prevenir a obesidade começa muito antes de falar sobre peso. Começa no ambiente que nós, adultos, construímos ao redor da criança. 🤍

Salve este post e compartilhe com uma família que está começando essa fase.

Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161

15/09/2026

O aleitamento materno aparece em quase toda recomendação de prevenção da obesidade infantil — e isso tem base científica.

A Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e, depois, complementado até os 2 anos ou mais.

Entretanto, a prevenção da obesidade também é construída ao longo da infância, em muitos momentos: na alimentação, no sono, no movimento, na rotina, no ambiente familiar e no cuidado com a saúde.

Amamentação é muito importante! Ela deve ser incentivada e a mãe deve receber orientação e apoio para esse momento!

Mas se você não conseguiu ou não pode amamentar, esse fator isolado não define a saúde do seu filho.

Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161

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